Polícia conclui inquérito e indicia caminhoneiro por homicídio em Vilhena, RO | Vilhena e Cone Sul

Polícia conclui inquérito e indicia caminhoneiro por homicídio em Vilhena, RO | Vilhena e Cone Sul



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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de um comerciante e indiciou um caminhoneiro por homicídio, em Vilhena (RO), na região do Cone Sul. O crime aconteceu em maio deste ano, em um restaurante na BR-364. O suspeito alegou legítima defesa, mas a investigação apontou para assassinato.

No dia do crime, o dono do restaurante, Edemilson Gomes dos Santos, se envolveu em uma confusão com dois caminhoneiros. Na versão do suspeito Juracy Pereira, o comerciante começou a discussão por causa de um caminhão estacionado no pátio do estabelecimento.

Durante a briga, Edemilson esfaqueou Rogério Miguel Fagundes. Depois disso, Juracy teria atirado para se defender, pois o comerciante partiu para cima dele. Contudo, durante as investigações, os policiais ouviram versões diferentes sobre o crime.

Familiares do comerciante, que estavam no local, contaram à polícia que, de fato, houve uma discussão entre a vítima e dois caminhoneiros. Porém, durante a briga, Juracy teria ido até o caminhão e pegado uma arma de fogo.

Ao ver que o motorista estava armado, o comerciante também teria ido ao carro, buscado uma arma de fogo e voltado para a discussão. Edemilson teria apontado o revólver e exigido que Juracy entregasse a arma dele.

Ainda de acordo com os familiares, neste momento, Rogério pegou a arma da cintura de Juracy e saiu correndo. O dono do restaurante correu atrás e ambos entraram em luta corporal. Na discussão, as duas armas caíram no chão.

Segundo os parentes da vítima, Juracy pegou as armas e se afastou. Em seguida, Rogério tentou agredir o comerciante novamente. Com isso, Edemilson esfaqueou Rogério.

“Quando o amigo gritou ‘fui furado’, Juracy disse ‘agora você vai morrer’ e começou a efetuar os disparos. Quando deu o primeiro tiro, o dono do restaurante, que já estava desarmado, correu. Logo depois, foi encontrado sem vida dentro do mato”, explicou o delegado Núbio Lopes de Oliveira.

As investigações apontaram que detalhes informados pelos parentes de Edemilson estavam de acordo com a o laudo tanatoscópico feito no corpo da vítima. Além disso, informações de Rogério e Juracy foram divergentes entre si.

“O laudo tanatoscópico foi decisivo. Os ferimentos provocados na vítima foram dois; um de raspão no ombro e outro na lateral da face, próximo ao ouvido, o que contraria a versão de legítima defesa. Ou seja, o local de entrada do projétil na face da vítima é incompatível com alguém caminhando na direção do atirador”, ressaltou o delegado Núbio.

O exame também mostrou que os ferimentos de entrada têm características de tiros a distância. O inquérito foi concluído nessa semana e o motorista foi indiciado por homicídio simples. “Ele matou porque ficou revoltado com o amigo esfaqueado. Ficou evidente que não houve legítima defesa”, enfatizou o delegado.

A Polícia Civil não pediu a prisão do caminhoneiro, que deve aguardar ao julgamento em liberdade. Entre outros fatores, o motorista tem emprego, residência fixa e colaborou com as investigações.

O advogado João Paulo das Virgens explicou que Juracy agiu em legítima defesa dele e de Rogério. A defesa ainda informou que Juracy não tinha arma de fogo. “Os próprios familiares [de Edemilson] informaram que Juracy atirou com o revólver do comerciante”, destacou.

O advogado explicou ainda que Juracy socorreu Rogério ao hospital e, no caminho, jogou fora o revólver. “Ele levou o pessoal da Homicídios até ao provável local onde se lembrava ter jogado, mas não lograram êxito em encontrar”, ressaltou.

O G1 não localizou Rogério e não conseguiu falar com familiares de Edemilson.

O crime aconteceu no dia 11 de maio deste ano, em um restaurante às margens da BR-364. O comerciante foi baleado e morreu ainda no local. O suspeito se apresentou à Polícia Civil dois dias depois e alegou legítima defesa.

Na versão do suspeito, o dono do restaurante começou uma discussão por causa de um caminhão que estava atrapalhando o estacionamento.

O comerciante teria “arrastado” o caminhoneiro para fora do estabelecimento, pedindo para que ele retirasse o caminhão. Contudo, o veículo pertencia a outro motorista, segundo o suspeito.

Durante a discussão, outro caminhoneiro interveio para minimizar a situação. Segundo a versão do suspeito, o comerciante estava com uma arma de fogo, mas eles conseguiram desarmá-lo.

Porém, o comerciante também estaria armado com um canivete e golpeou o motorista que tinha tentado impedir a briga. Em seguida, partiu para cima do suspeito, que pegou a arma que havia caído no chão e atirou contra o proprietário do restaurante.

Dessa forma, a arma utilizada no crime pertenceria à própria vítima, que foi baleada duas vezes. “Ele deu um tiro de advertência e foi para trás, pedindo para que o comerciante se afastasse. Mas ele não se afastou e tentou esfaquear meu cliente, que atirou para se defender e para defender o colega caminhoneiro, que já estava esfaqueado”, explicou o advogado João Paulo, em entrevista na época.



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