“Não sou de direita”, diz artista que produz esculturas com munição da PM”

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“Eu nunca gostei de política na minha vida”, começa Rodrigo Camacho, hoje o artista plástico mais conhecido nos batalhões policiais do Brasil. O carioca de 40 anos ganhou notoriedade em 2018, quando decidiu largar a marcenaria para se dedicar a um material inusitado. Rodrigo buscava algo novo porque o trabalho com madeira já não rendia dinheiro suficiente para ajudar no sustento da família. A nova matéria-prima seria algo inédito no Brasil, mais contemporâneo que os antigos estrados de pallet e profundamente ligado à história do Rio de Janeiro e, desde as últimas eleições, à figura do presidente da República. Hoje, as composições de Camacho são feitas com cartuchos de arma de fogo, ou seja, o que sobra de um projétil depois que é disparado contra algo ou alguém.

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“Algumas pessoas comparam meu trabalho à arte de trincheira
(peças esculpidas por soldados, durante a guerra, com armamento descartado)
. Sou apenas um artista brasileiro que acredita em seu país”, diz, segurando na mão um punhado de cápsulas. Com a destreza de um ex-estudante de arquitetura, improvisou um ateliê na garagem de casa, na Zona Oeste do Rio, onde vive com a esposa e um labrador, Prince.

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Tudo mudou depois de uma visita à sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope), divisão de elite da Polícia Militar no Rio de Janeiro, a convite do então subcomandante Marcelo Corbage. Ainda marceneiro, Camacho recebeu uma encomenda de bancos para a comemoração do 40º aniversário do batalhão.

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“Fui lá e permitiram que eu conhecesse tudo, sabiam que eu gostava do universo policial. O primeiro lugar em que entrei foi o caveirão
(veículo blindado do Bope)
, e tinha uns cartuchos no chão.” Algumas dezenas de cilindros de metal dourado reluziam contra o fundo preto do carro. Ao sair da traseira do veículo, deu de frente com o crânio humano atravessado por uma faca, símbolo que se tornou folclórico depois de ser mostrado em filme. “Na mesma hora comecei a imaginar um quadro com a caveira do Bope, todo feito de cartuchos. Não pensei duas vezes e disse ao major que o faria, em uma semana, para presenteá-lo a eles.”

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O batalhão cedeu cerca de 10 mil cápsulas de munição usada em treinamentos. Em uma placa de madeira, o artista misturou diferentes calibres para formar a caveira sorridente do Bope — uma versão retrô do emblema que, em versões mais recentes, perdeu o sorriso. A obra pronta, pesando 80 quilos, teria custado cerca de R$ 4 mil se fosse vendida. “Algumas vidas podem ter sido tiradas por essas cápsulas, mas estou dando vida ao símbolo que mostra que todos nós somos iguais”, escreveu em uma rede social, junto com uma foto da caveira já pendurada na sede da corporação.

Arte com munições de Rodrigo Camacho com o painel feito de munição exposto no Bope Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo
Arte com munições de Rodrigo Camacho com o painel feito de munição exposto no Bope Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo
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O Bope emitiu um certificado concedendo ao artista o título de “amigo do batalhão”, assinado pelo subcomandante Corbage, a primeira homenagem do tipo que receberia — hoje, “amigo” de vários batalhões, ele reservou uma parede inteira para pendurar os quadros.

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No final daquele mesmo mês, uma nova foto já mostrava Camacho ao lado de Jair Bolsonaro durante a pré-campanha. De braços cruzados, o futuro presidente esboçava um sorriso ao lado da caveira. Foi a fórmula do sucesso. Depois do registro, Camacho passou a receber pedidos de várias partes do Brasil. Até hoje, grupamentos policiais e políticos de diferentes estados mandam mensagens com seus pedidos. As obras impactam não só pelo material reluzente, mas também pelo tamanho — algumas chegam a medir 15 metros de altura e só podem ser transportadas por caminhões.

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A proximidade com a polícia e parlamentares favoráveis à flexibilização do porte de armas para civis trouxeram a Camacho o rótulo de “artista de direita”, uma pecha que não o agrada. Para mostrar que não pretende exaltar o armamentismo, decidiu rejeitar encomendas que não tivessem relação com órgãos de segurança, públicos ou privados (unidades policiais ou militares respondem por 90% das encomendas).

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Ele diz que, ao contrário de alguns de seus clientes,
não odeia a esquerda
. “Não sou de direita, nem de esquerda e nem do meio, sou artista. Tem gente que trabalha com feijão, ou com chapinha de garrafa. Eu faço arte com cartucho. Também não quero ser vinculado ao presidente, não tenho nada a ver com ele, só estou tentando conquistar um espaço.”

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A relação de Camacho com a polícia é antiga. Em 2009, ele prestou concurso para se tornar policial militar e, apesar de ter atingido pontuação suficiente, acabou reprovado no exame físico por ter muitas tatuagens. Em seu ateliê, cercado por caixotes cheios de balas usadas, contou a ÉPOCA sobre as várias ocupações que teve desde que largou a faculdade de arquitetura (“que a grana não me deixou terminar”).

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Os trabalhos como eletricista, ajudante de obras e designer de som automotivo ajudam na confecção das obras feitas de bala. “Aprender a trabalhar com isso foi um negócio de Deus, não sei como aconteceu. Já gostava do trabalho manual desde a época que mexia com som de carro, que eu fazia com fibra e resina. Toda a minha vida foi uma escola, juntei o que aprendi nos outros empregos para produzir algo novo.”

Arte com munições de Rodrigo Camacho nos Batalhões do Choque e do Bope Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo
Arte com munições de Rodrigo Camacho nos Batalhões do Choque e do Bope Foto: Pedro Teixeira / Agência O Globo
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Ele também já foi músico e frequentador de igreja evangélica e se surpreendeu com a aceitação de alguns conhecidos da igreja ao novo trabalho. “Até a Fernanda Brum tirou foto com a caveira do Bope!”, contou, animado. “Fiquei surpreso por me deixarem publicar, sei como são os bloqueios da igreja.”

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A surpresa se repetiu em outros círculos. Todas as obras foram recebidas com muito apreço pelos comandantes dos batalhões, que se tornaram não só clientes recorrentes, mas também amigos e seus principais marqueteiros. Seu telefone frequentemente acaba sendo repassado a algum interessado nos pátios ou gabinetes em que as esculturas estão expostas.

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Durante a negociação do pedido é calculada a quantidade de cápsulas necessárias — que serão providenciadas pelo próprio órgão ou autoridade, o artista não compra armamento para trabalhar e também não armazena balas novas. “Achei que ninguém ia gostar por ser um material muito associado à violência. Mas eu não vejo essa associação, para mim é só um metal dourado e bonito. Também uso pinos de granada, espoletas e cartuchos de armas calibre 12, que têm mais cores, para transformar algo violento em arte, em paz”, explicou.

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A segunda aproximação do artista com
Bolsonaro
aconteceu em setembro de 2018, justamente no momento de maior tensão de toda a campanha presidencial. Novamente a pedido do Bope, Camacho produziu um busto de Jair sorridente, que postou com a mensagem: “No dia da independência do Brasil, venho aqui pedir a Deus que ajude o nosso futuro Presidente da República a sair dessa.” O motivo: no dia anterior, o então candidato do PSL tinha levado uma facada durante um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Naquele momento, discutia-se se ele sequer sobreviveria ao atentado. A homenagem, dessa vez, foi feita com cápsulas de calibre .40, munição padrão da polícia, com as quais o candidato havia posado para uma foto dias antes do ataque.

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Eleitor de Bolsonaro, Camacho faria ainda um outro retrato, depois da eleição, enquadrando uma caricatura usada pelo presidente durante a campanha dentro de um mapa do Brasil. Essa viria a se tornar a sua obra de maior expressão. “Eu precisava de algo para me dar uma visualização melhor, e esse cara estava bem falado. Pensei em dar uma levantada em minha carreira e achei que ele gostaria do trabalho, já que foi militar e conhece o meu sentimento”, relembrou. Quando o terceiro retrato foi entregue nas mãos de Jair, no final de 2018, ele se derreteu em elogios. “Parece que ficou perfeito, hein? Uma obra de arte, nota 10. Mais uma demonstração da criatividade do artista brasileiro”, disse em um vídeo.

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Os registros publicados com o presidente feliz, agradecendo as homenagens, abriram as portas para Camacho no Brasil inteiro. Ele passou a manter uma agenda de viagens que atende a clientes de vários estados. Mas se engana quem pensa que todos os convites saem da direita — o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) foi um dos políticos de esquerda a receber um busto personalizado. O deputado estadual Rafael Gouveia (DC-GO), e o deputado federal Nelson Barbudo (PSL-MT) receberam caricaturas similares à de Bolsonaro, dentro de mapas dos respectivos estados. Elas seguem penduradas em seus gabinetes.

Retrato de Jair de Bolsonaro feito com projéteis por Rodrigo Camacho Foto: Divulgação
Retrato de Jair de Bolsonaro feito com projéteis por Rodrigo Camacho Foto: Divulgação
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Outro trabalho notório foi entregue à major Fabiana (PSL-RJ), policial militar reformada e atual deputada federal pelo partido do presidente. Famosa pelo caso em que rendeu um bandido à paisana, equilibrada em seus sapatos de salto alto, acabou ganhando o apelido de Escarpim. Depois de ver as fotos de Camacho acompanhado pelos caciques de seu partido e também uma obra exposta no 18º Batalhão (Freguesia), pediu o telefone do autor ao coronel. A encomenda não poderia ter sido outro: um escarpim feito de balas. “Peguei um sapato da minha esposa, botei do lado e fui copiando. Hoje está lá no gabinete dela, em Brasília”, explicou, orgulhoso.

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Entre os vários agraciados, nenhum pareceu mais satisfeito que o governador do Rio de Janeiro, o ex-juiz
Wilson Witzel
. Assim como Bolsonaro, Witzel se elegeu fazendo questão de manter proximidade com a polícia e pregando mão pesada contra a bandidagem. Chegou a dizer que usaria snipers e drones para combater a criminalidade em favelas, levantando preocupação nos dispositivos que zelam pelos direitos humanos em áreas de risco. Convidado a participar da cerimônia de troca de comando do Bope, o governador havia pedido a um interlocutor um pequeno tanque de guerra feito com cápsulas da polícia. “Falei: Pô, isso é coisa de criança, vamos fazer o rosto dele”, relembrou Camacho. Avisado que a cerimônia seria no dia seguinte, um tempo curto demais para qualquer um de seus trabalhos, respondeu: “Me arruma os cartuchos que eu faço.”

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O retrato que no dia seguinte foi orgulhosamente exibido por Witzel em todos os jornais custou uma noite em claro para o artesão — um trabalho como esse levaria, em média, uma semana. Afeito a adereços, Witzel vestiu uma camiseta do Bope, fez flexões no pátio do batalhão e posou sorridente com as cerca de 12 mil cápsulas de fuzil que formavam seu rosto. Depois, discursou em um púlpito também feito por ele para presentear o batalhão que o colocou no mercado.

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Desconfortável ao falar de política, Camacho se limita a dizer que acredita no governador, e ressaltou que o Rio precisa urgentemente de uma “mão firme”. “Aqui é complicado. O policial não tem estrutura para trabalhar, o carro é ferrado, o colete é vencido, o armamento não está legal, e o bandido vem para cima. Assaltam com um armamento mais pesado do que a própria polícia usa. Como é que o cara vai se defender?”

Escultura de Witzel feita com projéteis por Rodrigo Camacho Foto: Divulgação
Escultura de Witzel feita com projéteis por Rodrigo Camacho Foto: Divulgação
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Os
policiais
dizem que uma obra de Camacho pendurada na parede do batalhão traz um sentimento de valorização para todos os que trabalham ali. “O policial precisa ser motivado, e essa obra expressa a determinação da tropa. O painel nos lembra treinamentos, instruções e combates. As cápsulas foram deflagradas em ocorrências, ou seja, estamos vendo um pouco de nossas ações, de nosso esforço, ali, em forma de arte”, disse William Cosendey, tenente da PM, enquanto mostra um trabalho do artesão. Recentemente, um painel foi entregue na celebração de 50 anos da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (CORE), no Rio de Janeiro, num evento que também previa a apresentação de um novo retrato de Witzel. O governador acabou faltando à cerimônia.

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Com nome feito nos batalhões, casernas e gabinetes, Camacho agora projeta um crescimento para fora do Brasil. Uma empresa especialista em equipamento tático, que fornece para o FBI (polícia federal dos EUA), colocou o artesão em contato com os americanos, que se interessaram pelos painéis. A ideia é presenteá-los com uma peça no ano que vem, quando o órgão completará 112 anos. Pensada para ser exposta na sede do Departamento de Justiça mais poderoso do mundo, a peça elevaria a visibilidade do artista a um nível sem precedentes. “Aí as minhas portas vão se abrir para o estrangeiro. Já comecei a dar entrevistas para veículos da Argentina e da França. Agora, estou tentando ir para Israel fechar uns trabalhos lá”, disse ele.

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Segundo ele, o próximo passo é abandonar os materiais improvisados que usa hoje em dia para investir em uma profissionalização cada vez maior das obras. Eu seus planos, elas passarão de painéis a verdadeiras esculturas em três dimensões. O obstáculo tem sido o preço do material, muito mais caro que as placas de compensado que sustentam as obras atuais. “Estou tentando usar a Lei Rouanet, que é para artistas como eu, não para os que já são milionários”, disse. A ideia é usar o incentivo — muito criticado por Bolsonaro e outros vetores da direita — para pagar passagens aéreas, alimentação e estadia. “Se eu conseguir, farei trabalhos de graça para a polícia do Brasil inteiro. Muitas vezes está tudo certo e eu só não vou porque a corporação não tem dinheiro, não pode me pagar. Os comandantes querem fazer uma vaquinha, mas nem sempre dá.”



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